segunda-feira, 22 de março de 2010

Oficina 2: 20 de março de 2010

Para iniciarmos a oficina 2, exibimos o vídeo “Um matuto no cinema”, por Jessier Quirino. Analisamos algumas marcas de intertextualidade presentes na fala do narrador. O vídeo somente faz sentido pelo seu contexto humorístico se o interlocutor consegue identificar a interação entre a fala do matuto e outros elementos do cotidiano (chicote de borracha feita de pneu Firestone), isto é, detectar marcas de intertextualidade.
Para iniciarmos um debate sobre as unidades 3 e 4, destacamos algumas questões para a reflexão das cursistas:
• Você explora textos diversificados do livro didático?
• Você acrescenta textos da sua escolha?
• Que tipo de texto você prefere e qual rejeita?
• Como você trabalha a intertextualidade em sala de aula?
As cursistas demonstraram a partir destes questionamentos que vão além dos textos propostos pelo livro didático. Goreth complementa o planejamento com reportagens, notícias e outros textos que achar relevantes. Segundo Greyd, é preciso analisar cuidadosamente o nível de conhecimento prévio dos alunos (conhecimento de mundo e vocabular). É necessário selecionar os textos que vão para a sala de aula a partir do nível de maturidade da turma. O conhecimento de mundo que o meu aluno traz consigo é suficiente para ajudá-lo a tornar o texto significativo?
Se há aproximadamente 1200 diferentes gêneros textuais, porque trabalhar apenas dois ou três? Esse é um questionamento da cursista Risane. “Procuro sempre ter uma charge para analisar com a turma”. Geralmente este gênero exige do leitor um conhecimento prévio do contexto atual para tornar-se significativa. Assim fica fácil levar o aluno a descobrir a intertextualidade.
Partimos então para os resultados do “avançando na prática”. Edna Sueli aplicou a atividade da p. 102. Com base na leitura prévia do fragmento da p.101, os alunos deveriam desenvolver outros 3 textos em diferentes gêneros:
• Notícia;
• Carta (para a diretora – emissor definido previamente);
• Aviso (receptores e emissor definidos previamente).
Para tanto, Edna trabalhou as características básicas de cada um desses gêneros textuais. Obteve resultados diversos nesta atividade. Enquanto alguns alunos conseguiram reproduzir a impessoalidade da notícia, outros usaram marcas de oralidade no texto.
Para os alunos que não atenderam a proposta da produção da notícia, da carta e do aviso, a professora incentivou uma reescrita. O trabalho será transformado em painel.
O momento da oficina passa rapidamente. Lemos um material novo, somos levados a produzir textos assim como nosso aluno, colocamo-nos na perspectiva deles. Começamos com uma reflexão: Que relação podemos estabelecer entre a fábula e o assunto da unidade?
As cursistas analisaram a fábula “A Língua” e perceberam que alguns elementos básicos do gênero fábula estavam modificados. Os personagens não eram animais com características humanas, a moral da história não estava no final, e sim na fala do personagem. Perceberam também a relação antiética que é base do texto: Patrão/empregado, sabedoria/arrogância, melhor carne/pior carne, muitas posses/poucas posses, bondade/maledicência. A conotação da palavra língua também foi observada, nesta conotação centra-se o real objetivo da fábula, mostrar a importância que as palavras exercem na vida dos homens. As cursistas aproveitaram o contexto da sabedoria e sugeriram um trabalho com base nos ditados populares:
• Quem tudo quer saber, mexerico quer fazer;
• Quem fala o que quer, ouve o que não quer;
• Quem muito fala dá bom dia a cavalo;
Para turmas de sétima série, podem ser trabalhadas as características da fábula (narrativa curta, moral da história, tipos dos personagens, etc.) e depois propor a escrita de uma fábula. Ideia que será aproveitada pela cursista Edna Sueli.
video

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